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Monday, September 1. 2008Prevenir utilizadores (excepto root) de efectuarem loginWednesday, May 14. 2008Ecologia ao alcance de todos
Um informático não é apenas um geek que se senta frente ao computador e passa horas a fio a fazer qualquer coisa com ele. Qualquer pessoa hoje em dia faz qualquer coisa (o que desejar) com um computador, e todos nós, pelo menos uma vez por dia, faz uma pesquisa na internet. Todas as pessoas têm consciência, uns mais que outros, e todos somos um pouco ecológicos e preocupamo-nos com o meio ambiente e quase todos acreditamos que o aquecimento global não é um mito como alguns nos querem fazer acreditar. Força Al Gore! Agora, já todos podemos ajudar a reduzir o efeito estufa, ajudando a enviar mais oxigénio para a atmosfera (pensando em grande, claro). Existe um motor de busca, baseado na tecnologia da Yahoo, que, ao fazermos umas quantas pesquisas, estamos a ajudar a plantar uma árvore na floresta Amazónia. Esse motor chama-se Ecoogler - "The ecological Search engine". Mas, o que é o Ecoogler ? Segundo o próprio motor de busca: "Ecoogler is a search engine that uses Yahoo technology and helps reforesting trees and safeguard water resources in the Amazon region, which constitute today one fourth of the fresh water reserves of our planet." Ajudem, não custa nada. Por baixo é Yahoo, por isso os resultados serão sempre de confiança. Façam dela a vossa home page. Usem e abusem das pesquisas. Vamos todos salvar o planeta ! Para quem não saiba, a reflorestação ajuda a que as reservas de àgua sejam mantidas! Friday, April 18. 2008DHCP Failover e Load BalancingTendo configurado o primeiro servidor de LTSP, passei para a configuração do segundo, para criar um sistema LTSP de alta-disponibilidade. Todos os dias são cerca de 60 utilizadores a executar tarefas importantes (ex: a alta e o internamento dos doentes) e o sistema não pode falhar. Básicamente, este sistema permite distribuir a carga pelos dois servidores e fornecer alguma segurança no caso de um dos servidores falhar. Friday, April 18. 2008Swap, Swap e mais swapSwap, swap e mais swap. A partição de swap, por incrivel que pareça, é das mais importantes que se pode ter, principalmente em servidores com grande carga. Tuesday, March 18. 2008Imprimir para Fax desde o OpenOffice
No meu local de trabalho existem inúmeras máquinas de fax. Para um utilizador enviar um fax, tem que imprimir o documento (gasta uma folha, ou várias, conforme) e tem que se deslocar ao fax e enviar. Depois, o que acontece às folhas? Lixo com elas. É claramente um desperdício. Assim, há alguns anos implementei um servidor de fax, em Linux. O Hylafax é realmente extraordinário, tem inúmeras funcionalidades e acima de tudo, é gratuito. Wednesday, February 6. 2008Ubuntu, truques e dicasApós ter instalado o Ubuntu para os terminais LTSP, chega a parte da personalização. Pessoalmente, não gosto do Ubuntu, mas não significa que não seja uma boa distribuição. Durante o tempo que demorei a personalizar (e aquando da escrita deste pequeno texto, ainda o estou a personalizar) fiquei a saber algumas coisinhas sobre esta distribuição. Neste pequeno howto, vou explicar como personalizei a criação de utilizadores, preferências do firefox (plugins, mimeTypes, ligações) e mais alguns detalhes necessários na minha instalação de LTSP. Thursday, January 31. 2008Ubuntu, a aventura com o LTSP
Ubuntu, a distribuição de Linux mais usada no mundo. Simples de usar, agradável à vista, facilita muito quem pretende deixar o windows e mudar-se para melhor. No HAL, como já coloquei aqui, temos uma instalação de LTSP 4.2. Esta versão, muito estável, é complicadissima de configurar alguns detalhes, tais como as aplicações locais. O LTSP vai na versão 5.0, embora ainda só esteja a funcionar em pleno no Ubuntu 7.10. Assim, decidimos avançar com esta versão para os nossos utilizadores e deixar a instalação do OpenSuse 10.3 com LTSP 4.2.
Sunday, October 7. 2007A praga do Office 2007 e dos .docx em Linux
Como todos sabemos, o office 2007 já anda por aí. Como informático numa instituição cujos funcionários recebem imensos emails das mais variadas fontes, era inevitável que começassem a aparecer os demoníacos ficheiros do office 2007, os .docx. Por enquanto, o office 2007 não é uma opção para nós. Então, como abrir esses ficheiros? Em windows aposto que existem inumeros programas para os abrir, mas para Linux a conversa é outra. Como fazer para os abrir? Como sabemos, estes ficheiros são XML, e em Linux aparecem como ficheiros comprimidos e qualquer programa de descompressão de ficheiros (ark, file roller, etc...) pode abrir esses ficheiros. Imaginemos que temos um ficheiro chamado TuxMachine.docx; Podemos descomprimi-lo e entrar dentro da directoria criada (TuxMachine.docx_FILES). Seguidamente, vemos uma directoria chamada word. Entramos nessa directoria e vemos um ficheiro chamado document.xml. Para o abrir-mos, basta renomear esse ficheiro para document.html e abrir através de qualquer browser (Firefox, Konqueror, Opera, Mozilla, etc...). A partir deste momento, podemos ler qualquer documento .docx e copiar e colar o seu conteúdo. É verdade que a formatação perde-se, mas o essencial está lá. Mais simples ainda, é usar uma ferramenta gráfica (ark, file roller) que permite navegar dentro do ficheiro sem o descomprimir e ir directamente ao ficheiro document.xml e descompactar apenas esse para o ambiente de trabalho, renomear e visualizar. Este hack foi encontrado na revista Linux Format 98, tendo sido submetido pelo leitor Leslie Scheelings da Holanda. Sunday, September 23. 2007Caso de Estudo do OpenOffice no HAL
No hospital usamos o OpenOffice desde a primeira versão com que foi lançado. Na altura em RedHat 9, já tinhamos o OpenOffice em inglês. Posteriormente, e com o uso do LTSP no nosso hopsital, e felizmente já havia a tradução, colocámos também à disposição dos nossos utilizadores de Linux e, para que pudessem trocar de documentos os utilizadores de Linux com os de Windows, instalámos também nos clientes windows. Na altura, efectuamos um caso de estudo e que enviámos para a página portuguesa do OpenOffice.Foi publicado. Neste momento, não consigo encontrar a página para colocar aqui, o que me entristece imenso, pois devo confessar que a página do OpenOffice Portugal está realmente muito pobre. Segundo a própria página, este projecto passou para a Caixa Mágica: "Após 5 anos de liderança do OOoPT, o projecto mudou de líder, passando para a Caixa Mágica. Este site será brevemente inutilizado e dever-se-à usar o site global OpenOffice.org" Pode ser que fique melhor. Entretanto e após a saída da versão 2, fizemos a actualização do OpenOffice e re-escrevemos o nosso caso de estudo, reflectindo as alterações e as conclusões a que chegámos com esta nova versão. Podem ler aqui mesmo o nosso caso do HAL. Assim que pudermos, iremos colocar na página do OOo PT, mas até lá, deixo-vos com o estudo aqui. Bom Open Source. Tuesday, August 14. 2007LTSP 4.2 em OpenSuSE 10.2/10.3
O LTSP (Linux Terminal Project) permite adicionar suporte de terminais a servidores Linux. O LTSP é uma solução fléxivel e de baixo custo que permite instalar computadores pessoais. Permite transformar computadores antigos, que já não conseguem correr um S.O recente em condições, em computadores recentes, onde os utilizadores podem navegar na Internet, ver o email, criar documentos e correr outras aplicações. Esta foi uma solução que implementei no meu local de trabalho e que agora partilho aqui. Existem inumeros tutoriais pela internet acerca disto, mas aqui irei falar sobre a minha experiência na instalação e configuração. Neste tutorial vamos configurar o LTSP e posteriormente configurar o ambiente de trabalho diferenciando utilizadores. Um Administrador (ou um funcionário da informática) vai ter aplicações diferentes de um utilizador normal.
Nota: Este tutorial está longe de estar terminado. Á medida que for configurando e instalando o servidor, irei adicionar aqui. De qualquer forma, o que já está aqui colocado é suficiente para configurar um LTSP e ficar a correr nos terminais. Caracteristicas do servidor
Sistema Instalado
Monday, August 13. 2007Configurar o bonding em OpenSuse 10.2O driver de bonding é um método em Linux de agregar várias interfaces físicas de rede numa única interface lógica. O melhor que este método tem é que as interfaces de rede não têm que ser do mesmo fabricante, pois alguns fabricantes fornecem drivers para Linux para realizar esta tarefa. O comportamento da interface lógica depende do método configurado. É aconselhado configurar este driver como módulo, pois neste momento é a única forma de passar argumentos ao módulo e configurar diversas interfaces. Para configurar o bonding é necessário que esteja instalado o utilitário ifenslave, pois é através deste que são agregadas as placas de rede. Este utilitário é fornecido juntamento com as sources do kernel, e encontra-se em Documentation/networking/ifenslave.c. Em OpenSuSE 10.2, este utilitário já se encontra instalado e não é necessário executar os passos descritos em baixo. É necessário também que o kernel tenha sido compilado com suporte de bonding. Para instalar: # gcc -Wall -O -I/usr/src/linux/include ifenslave.c -o ifenslave Se as sources do kernel não estiverem instaladas em /usr/src/linux então, substituir o caminho. Agora que temos o programa instalado, vamos configurar o OpenSuSE 10.2 Ambiente testado:
Em primeiro lugar, vamos ter a certeza que o modulo é carregado sempre que reiniciar-mos o nosso sistema operativo. Para isso, editamos o ficheiro /etc/modprob.conf.local que é o local mais indicado para colocar-mos os nossos modulos. Um pouco de explicação do bonding O bonding, acima de tudo, vais-nos permitir configurar o computador com uma politica chamada 802.3ad. Também conhecido como Link Aggregation, permite agrupar diversas portas ethernet em paralelo, permitindo assim aumentar a velocidade para além dos limites dados por apenas uma porta ethernet, aumentando também a disponibilidade criada pela redundância. Existem diversos modos de operação, sendo eles:
Editar o ficheiro /etc/modprob.conf.local e adicionar as seguintes linhas:
Neste caso, optou-se pelo modo 4 (802.3ad), mas que, para que funcione, é necessário ter as interfaces ligadas a um switch que suporte este protocolo, porque senão não irá funcionar. Após editar o ficheiro, vamos criar um ficheiro de configuração para a interface bond0. Entrar na directoria /etc/sysconfig/network. Copiar um ficheiro de uma interface já configurada e editar o ficheiro para realizar as alterações:
Editamos o ficheiro recentemente criado e alteramos as opções: vi ifcfg-bond0 opções de rede (alterar consoante as necessidades): BOOTPROTO='static' opções do bonding listagem das interfaces "escravas" Guardamos as alterações. Para o seguinte passo temos duas opções. Ou removemos os ficheiros de configuração das interfaces ou renomeamos para outro nome para que não sejam interpretados no proximo reboot.
Agora, basta testar a nossa configuração:
A partir deste momento, temos a nossa interface bond0 configurada e em funcionamento. Resta neste momento adicionar a rota para a nossa gateway. Para testes, podemos executar na consola, mas é aconselhado através do YAST adicionar a rota permanentemente.
Verificar o nosso ficheiro /etc/resolv.conf e verificar se os servidores de nomes e o nome da rede estão bem configurados. Após garantirmos, testamos com um ping. /sbin/ifconfig bond0 Link encap:Ethernet HWaddr 00:30:05:1B:05:3A O output em cima mostra as interfaces configuradas. reparem que apenas a interface bond0 contém um IP definido (reparem nos MAC Address). Possíveis problemas Após um reboot à máquina, é possivel que surjam alguns problemas. Aqui ficam algumas soluções que podem tentar caso isso se verifique. Ocasionalmente foi experimentado que algumas placas de rede não arrancam depois de um reboot. Para prevenir, os modulos dessas placas devem ser colocados em memoria mais cedo. Para tal, editar o ficheiro /etc/sysconfig/kernel, procurar a linha MODULES_LOADED_ON_BOOT="" e adicionar os modulos das nossas placas de rede. Realizar novo reboot. Caso não resolva a alteração descrita em cima, retirar as alterações e editar a seguinte linha (no mesmo ficheiro): INITRD_MODULES="(lista de modulos)" e acrescentar os modulos das placas. Executar o comando mkinitrd e realizar novo reboot. Outro processo que também pode ajudar é alterar o seguinte ficheiro: /etc/sysconfig/network/config, procurar a linha WAIT_FOR_INTERFACES="XX" onde XX será o tempo em segundos. Após isto tudo, se mesmo assim não resolver, vejam o ficheiro /var/log/messages, identificar algum erro que possa surgir e google for it. Sunday, August 12. 2007Desenhado para Windows
Quando compramos um computador, inevitavelmente apanhamos com MS windows e com um autocolante que diz "desenhado para o windows". Para quem não sabe, os computadores não são só desenhados para o windows e sim também para outros Sistemas Operativos. Agora, já podem remover esse autocolante e colar outros mais interessantes e "porreiros". Existe um livro que inclui autocolantes relacionados com projectos OpenSource que podemos usar para colocar no computador. O livro é um PDF que podem conseguir de várias formas: Aqui seguem as intruções:
Com estas simples instruções, transformamos o nosso computador ainda mais nosso. Saturday, February 24. 200715 anos de Linux
"I'm doing a (free) operating system (just a hobby, won't be big and professional like gnu) for 386 (486) AT clones."
Linus TorvaldsEsta foi a frase com que Linus Torvalds anunciou o nascimento iminente do Linux à 15 anos atrás. Desde o seu nascimento até aos dias de hoje, o Linux cresceu de uma forma que nem o próprio criador poderia ter imaginado. Desde supercomputadores, telemóveis e na maioria do hardware existente, GNU/Linux encontra-se neste momento em várias formas e "sabores", e continua a crescer. Fornece a plataforma perfeita para o movimento open source e ofereceu computação grátis, rápida e segura a utilizadores em todo o mundo. 1991-1992: Os primeiros anos Em 25 de agosto de 1991, Linus Torvalds colocou um post da Usenet em comp.os.minix. Esta é a data considerada como o nascimento do Linux. A primeira versão do Linux, 0.01, veio umas semanas depois. Em Dezembro, saíu a versão 0.10. As primeiras versões do Linux requeriam que estivesse presente um sistema operativo no computador para que fosse possível fazer boot com o Linux. Esta fase foi ultrapassada com o aparecimento do Lilo (LInux LOader). Remover a necessidade de haver outro sistema operativo foi um passo em frente para fazer do Linux um sistema separado. No inicio, o Linux não tinha nenhum programa, o que fazia dele apenas um exercicio interessante de Geeks informáticos. Enquanto estes eventos aconteciam, a Free Software Foundation desenvolvia o seu próprio sistema operativo, o GNU (Gnu's Not Unix) desde 1984. Este era um S.O completo, excepto para um componente muito importante, o Kernel. A solução era óbvia, excepto que nesta altura, o microkernel do Linux não era GPL. No inicio de 1992, o Linux foi distribuído sobre a licensa GPL e começaram os trabalhos para a junção do Linux com o GNU. Esta é a razão porque muita gente, correctamente, insiste em que o Linux deveria chamar-se GNU/Linux. O GNU e o Linux eram, e continuam a ser, projectos separados, mas ambos continuam a trabalhar em conjunto. Programas como o GCC e outras ferramentas GNU são muito importantes, pois o GCC é usado para compilar, e assim criar quase todos os programas no computador. Algumas datas chave:
1993-1996: Os primeiros utilizadores Nos dias de hoje, as pessoas usam Linux (ou talvez GNU/Linux) para se referirem à completa colecção de programas e sistema operativo. Não foi sempre assim. Inicialmente, o Linux estava apenas disponível como o kernel: instalava-se o kernel e usava-se qualquer outro software para construir um sistema funcional. A solução (tal como é conhecida hoje) era juntar tudo num pacote para instalação e distribuia-se. Existe alguma controvérsia sobre qual a primeira distribuição de Linux. O Slackware, de Patrick Volkerding, é aceite como sendo a distriuição mais antiga das existentes, mas muitos dizem que a Yggdrasil foi a primeira. Em fevereiro de 1993 foi lançada em CD, tendo funcionalidades avançadas como plug-and-play, detecção de hardware e uma variante em Live CD. No meio do ano de 1993, o desenvolvimento de distribuições de Linux era um campo em crescimento, e as tecnologias de empacotamento em CD-ROM, suporte de hardware e gráficos foram levadas ao limite pela comunidade de estudantes e programadores que seguiam o desenrolar do Linux, comunicando-se pela Usenet. Em agosto de 1993, Ian Murdock anunciou a "conclusão iminente" de uma nova distribuição chamada Debian Linux Release. A distribuição chegou a uma versão estável no inicio de 1994, com a versão 0.91, a primeira a conter um sistema de gestão de pacotes. O Debian foi, e continua a ser um projecto desenvolvido pela comunidade. Um outro projecto lançado também em 1993, que rumou noutra direcção que o Debian, foi o Red Hat. A Red Hat, fundada por Marc Ewing, tinha como objectivo produzir um Linux melhor. No ano seguinte, lançou a primeira distribuição: Red Hat 0.9 beta. Para espanto da comunidade, o Red Hat tinha um custo. O Red Hat 0.9 foi provávelmente a primeira distribuição a ter um instalador gráfico e ferramentas gráficas de configuração. Considerada a mais importante destas ferramentas, era a possibilidade de configuração da rede num configurador gráfico (e ainda é). Em 1996, é visto o aparecimento do S.u.S.E Linux 4.2. A SUSE começou em 1992 como uma consultora em Unix. Embora não seja derivado do Red Hat, o SuSE adquiriu algumas das funcionalidades do Red Hat, como o RPM e alguma da sua estrutura de ficheiros. Algumas datas chave:
1997-2001: A explosão "De repente, Linux estava em todo o lado... e havia a internet" O periodo de 1997 a 2001 viu os dias loucos das empresas da internet (dotcom), onde qualquer pessoa com uma ideia meio louca para fazer dinheiro online poderia receber um capital ridiculo, ou assim parecia. Esta foi a altura onde o Linux começou realmente a crescer. O Hacker de Kernel Alan Cox lembra: "Linus começou a bola de neve em 1996. Em 1995 era um projecto tecnologico secreto interessante, em 2000 era um grande negócio. A explosão das dotcom não durou muito, mas ajudou na utilização da internet e ajudou o Linux a crescer. A relação entre o Linux e a internet é simbiótica. O aumento de ligações internet, tanto para casa como para empresas, significou que os ISPs e companhias de alojamento precisavam de mais servidores: Linux em hardware barato (i386) era a solução ideal. O dinheiro extra serviu para financiar mais projectos open source. Ao mesmo tempo, o aumento de pessoas online significava mais pessoas interessadas em Linux. Com o aumento do interesse, havia mais pessoas a contribuir para o movimento, ora desenvolvendo, ora preenchendo relatórios de erros, o que ajudava no teste do software. A forma como qualquer pessoa se pode envolver num projecto é a força do Linux e do Open Source em geral. Alguns nomes bem conhecidos presentemente destacaram-se na altura. O Mandrake apareceu, iniciado em 1998 como uma versão alterada do Red Hat. A SuSE, que lançou o seu Linux empresarial na versão 4.2 em 1996, começou a ser visto por muitos como a Red Hat Europeia. Esta não era uma altura só de Linux para servidores: Versões para o Desktop estavam a tornar-se viáveis. Embora o X Windows tenha estado disponivel desde 1992 e disponivel em muitas distribuições, foi no lançamento de versões para o desktop que o colocaram numa posição vantajosa, permitindo a troca do Windows. À semelhança do que aconteceu muitas vezes na história do Linux, o KDE começou como um post na Usenet. Num artigo de Outubro de 1996, em comp.os.linux, titulado "New Project: Kool Desktop Environment (KDE)", um alemão chamado Matthias Ettrich colocou algumas reservas sobre os ambientes gráficos existentes. Ettrich escolheu usar Qt toolkit para construir o KDE. Isto tinha imensas vantagens para os programadores, mas trazia um grave problema - não era Open Source. Assim, levou-se a uma divisão: havia quem se quisesse manter nos principios do GNU e do software gratuito, e outros que não se importavam de trabalhar com um software não Open Source, mas gratuito. Os que quiseram manter-se fieis ao GNU, começaram outro projecto, o Gnome. O Gnome começou com Miguel de Icaza e Federico Mena em Agosto de 1997. Assim que os projectos começaram a amadureçer, a guerra KDE vs Gnome começara na internet. Os problemas com o licenciamento já terminaram à muito, pois o Qt foi lançado segundo a sua licença (Q public license - 1998), com as versões de Unix a mudar para a GPL em 2000. Presentemente, ambas as organizações participam na Freedesktop.org e disfrutam de uma grande compatibilidade. As chamas da guerra KDE vs Gnome estão apagadas, mas a rivalidade mantém-se. Algumas datas chave:
2001-2004: Tempos conflituosos Se há alguma companhia que mostra que fortunas rápidas podem mudar, em qualquer direcção, essa companhia é a MandrakSoft (agora Mandriva). A sua inspiração e co-fundador, Gaël Duval, começou com linux traduzindo alguns HOWTOs e documentação Linux. No ano seguinte, disponibilizou uma distribuição completa. Mandrake Linux 5.1 foi lançado em Julho 1998 como uma versão KDE do Red Hat, mantendo a mesma versão que a disponibilizada pela Red Hat, na qual foi baseada. O Mandrake depressa formou a sua identidade, graças a um compreensivel e amigável ao utilizador, conjunto de ferramentas de configuração, e um dos instaladores mais simples de utilizar na altura. Com distribuições como Debian e Slackware apelativas aos puristas/entusiastas de Linux/open source, e distribuições como Red Hat e SuSE para os utilizadores comerciais, havia apenas um sector que faltava cobrir. Isso aconteceu em 2001 com a saída do Lindows. O nome indicava exactamente onde a distribuição se pretendia colocar. O objectivo de Robertson era introduzir uma distribuição capaz de fazer tudo que o windows fazia, permitindo que corresse as maiores aplicações existentes para windows, bem como o software para Linux (embora o nome da distribuição fosse forçada a mudar para Linspire pelos advogados de Redmond). Este projecto não foi muito bem aceite pelos puristas de Linux, mas eles não eram os utilizadores alvo. Faziam-se nesta altura previsões sobre para onde caminhava o Linux. O Linux cresce mais através da evolução que pela revolução. Cada ano fica melhor, cada ano tem mais utilizadores, cada ano tem mais consciência. Embora, e dada a popularidade do Firefox nestes dias, talvez fosse verdade quando diziam que 2006 seria o ano do desktop de Linux. Algumas datas chave:
2005-2006: De volta aos básicos A comunidade responde de volta Distribuições como Red Hat e Debian são produzidas por equipas de programadores, mas às vezes um programador pode desenvolver uma distribuição (mesmo sendo derivada de outra) que têm um grande impacto na comunidade. Isto é especialmente verdade quando falamos no Slackware de Patrick Volkerding. Não só é a mais antiga distribuição, como também serve de "pai" para algumas grandes distribuições e "avô" de muitas outras. Outra distribuição criada por apenas um homem que deixa impressão, por razões diferentes, é o Knoppix, escrito por Klaus Knopper. Para quem não conhece, o Knoppix é uma distruição que vem num CD que corre directamente do CD, sem instalar nada no disco rígido do computador. A identidade do primeiro Live é sujeita a debate, dependendo do que se considere uma distribuição. Uma versão em CD de uma consola para recuperar o sistema pode ser considerada uma distribuição? E o que dizer do Live CD de avaliação do SuSE ? Apesar de tudo, o Knoppix é reconhecido com o primeiro Live CD, pois arranca um desktop gráfico com um vasto conjunto de aplicações. O que fez com que o Knoppix fosse reconhecido foi a sua detecção de hardware. Como muitos projectos, o Knoppix foi criado para preencher uma lacuna. Assim, e com a vontade dos fabricantes, é o uso de Linux em pequenos dispositivos, como o Nokia 770. A companhia por detrás disto, a Trolltech, criadora do Qt, jogou um papel importantissimo com a sua plataforma, a Qtopia. Boas distribuições de Linux são muitas vezes conduzidas e desenvolvidas pela comunidade: aparecem, as pessoas experimentam, dizem aos amigos e eles também as experimentam. Se a distribuição é boa, pode espalhar-se depressa. Isto é o que se passou com o Knoppix e com o Ubuntu. Hoje, o Ubuntu está no topo das distribuições na listagem da distrowatch.com, com 50% mais de popularidade que o segundo. Algumas datas chave:
O futuro O que poderemos esperar nos próximos anos? Que problemas no desenvolvimento de Linux podem estar reservados? Poderemos fazer previsões? Quem poderia imaginar que há 15 anos atrás um talentoso hacker, que mexeu no computador do pai, um Vic-20, poderia criar algo que teria um efeito tão profundo? Quem poderia adivinhar que um milionário Sul Africano, com um desejo de melhorar a educação das crianças em África, poderia roubar o mercado das distribuições? O Linux é guiado pelas necessidades da comunidade. Ao contrário de um modelo de negócios, onde uma companhia decide o que pode vender para conseguir lucro, e faz o melhor para convençer os consumidores, o software gratuito permite aos utilizadores ter o que eles desejam. É esta liberdade que faz com que o futuro do Linux seja tão excitante...e imprevisivel. Vamos esperar e ver... Longa vida ao Linux. Esta noticia foi retirada e traduzida da fantástica revista Linux Format 86, Edição de Dezembro 2006.Friday, February 23. 2007Usando Software gratuito para melhorar as nossas habilidades
Existem muitas razões óbvias pelas quais o software gratuito é bom para nós, tal como a possibilidade de escolha, o preço e os direitos de autor. Adicionalmente, existem outras razões, mas mais abstractas que também devem ser consideradas. O software gratuito deve ser utilizado para adquirir habilidades profissionais e pessoais.
Considerem o software mais genérico e comum que usam no dia a dia. Estas soluções genéricas não oferecem resistência à sua utilização, mas dão-nos uma visão mais abrangente do que realmente precisamos, e às vezes uma solução mais especializada é precisa. Que melhor forma para experimentar outras ferramentas e outras técnicas que usar software gratuito? Para um problema particular, existem dezenas, senão centenas, de opções por onde experimentar. Um maior numero de opções não nos leva com certeza a uma melhor experiência educacional nem a uma melhor solução. No entanto, enquanto vamos testando essas novas opções e ferramentas, estamos a pesquisar, a experimentar e no processo, a desenvolver habilidades fundamentais de aprendizagem. Enquanto procuramos por um software em particular, em primeiro lugar, temos que identificar o problema que desejamos resolver. Após identificado o problema, pesquisamos pelas soluções existentes e seleccionamos quais vamos experimentar. Experimentamos todos da mesma forma e comparamos os resultados para identificar qual o que se adapta melhor às nossas necessidades. Decidimos se já encontrámos a nossa solução ou se precisamos de repetir todo o processo, alterando os métodos e/ou o software escolhido. Finalmente, publicaremos os resultados com as nossas conclusões. Estes passos dificilmente se assemelham aos métodos científicos, mas estão presentes os passos básicos para a investigação e ganho de conhecimento. No final, obtemos sabedoria e experiência que são melhores que qualquer opinião cega e sem apoio. Ás vezes, deparamo-nos com uma área que não possui a solução correcta para as nossas necessidades, e no entanto temos uma ideia sólida do que poderia funcionar. Usando ferramentas livres, documentação e o apoio da comunidade, poderemos construir o nosso próprio software usando os nossos conhecimentos adquiridos pelo nosso interesse e necessidades. Ao libertar o software ao publico, estaremos a partilhar conhecimento e experiência. Se estamos a preencher uma lacuna existente, encontraremos outras pessoas na comunidade Open Source que partilham o nosso interesse e querem ajudar. Iremos trabalhar com diversas pessoas que têm a sua personalidade, cada qual diferente, fazendo com que a experiência seja ainda melhor. Trabalharemos em grupo, permitindo adquirir capacidade de adaptação, onde iremos encontrar diversidades de opiniões e aprender novas metodologias. Independentemente do sucesso do projecto, o processo de colaboração por si só já valeu a pena, fornecendo novos conhecimentos e um grau de profissionalismo impossível de encontrar em mais algum lado. O aspecto idealístico do crescimento pessoal do software gratuito é unico. Pode-se encontrar este tipo de potêncial em mais algum tipo de software? Estes caminhos teóricos para a metodologia ciêntifica, experiência, sabedoria, colaboração, altruísmo e profissionalismo não devem ser esquecidos. In Free Software MagazineFriday, October 20. 2006Perdidos no Kernel
Ja toda a gente, com certeza, ouviu falar em Linux. Mais ainda, quem anda metido neste mundo louco e fantástico da informática, ouviu falar com certeza em kernel. Para os menos atentos, ou mais distraídos, não é só o Linux que possui kernel. O windows também possui uma coisa destas. o kernel é o encarregado de fazer a comunicação entre o sistema operativo e o hardware, seja ele do computador ou periféricos a ele ligado. Podem perguntar - Mas e os drivers que vêm com os periféricos? Boa pergunta. A resposta é que os drivers colocam-se no "caminho" da comunicação entre o sistema operativo e o kernel, criando assim uma "ponte" entre os dois. A particularidade do kernel de Linux é que este é modular e acessível a toda a gente, para alterar como bem lhe apetecer, para suportar mais ou menos coisas. O tamanho do kernel é gigantesco, contendo muita, muita coisa. São milhares de ficheiros .c e .h para compilar e criar assim uma API e drivers para comunicação. Na universidade do Oregon, o grupo de Linux criou um mapa do kernel. É uma coisa realmente fantástica de se ver, e muito confusa. Nesta página existe ainda a possibilidade de fazer zoom até uma zona específica e saber ao pormenor qual o ficheiro responsável por determinada acção. Tá muito bem conseguido. Vão fazer uma visita, e não se sintam intimidados ao ver. |
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